» Novo reitor do IF Sudeste MG e diretor geral do Campus JF tomam posse



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Marcando o início da gestão 2017-2021, na noite da última quarta-feira (14), o auditório do Centro Administrativo do Campus Juiz de Fora recebeu a cerimônia simbólica de posse do novo reitor eleito do IF Sudeste MG, Charles Okama, e do diretor geral reeleito do Campus, Sebastião Sérgio de Oliveira. A solenidade contou com a presença, além dos pró-reitores, diretores sistêmicos do Campus Juiz de Fora, docentes, técnico-administrativos e alunos, do reitor do IF Sul de Minas, Marcelo Bregagnoli, e da vice-reitora da UFJF, Girlene Alves da Silva.

Para o magnífico reitor, professor Charles Okama, desafio é o que não vai faltar nessa nova gestão. “Em anos passados, nós tínhamos um processo de expansão da rede federal, e a nossa instituição também fazia parte desse processo. Logo, havia um volume enorme de recursos para investimento. Hoje, esses recursos não são mais tão volumosos, e ainda estamos em fase de expansão. Então, precisamos pensar no planejamento de todas as nossas ações, priorizando o que for realmente necessário, e tendo o entendimento de que essas ações precisam ser tomadas de modo coletivo e justificadas, de modo que os recursos sejam bem alocados e nós possamos atingir cada vez mais nossa missão institucional”, ressalta. 

Um dos grandes desafios será atender a todas as dez unidades do IF Sudeste MG de forma igualitária, pois, segundo o reitor, elas tiveram expansões diferenciadas, seja no que se refere à infraestrutura, ao número de servidores ou às condições de trabalho. “Mas eu acredito que, se fizermos um grande diagnóstico, mostrando as fragilidades, tudo o que foi conquistado, como os recursos foram alocados, e entendendo que a prioridade é deixar as unidades em situações próximas, o benefício não será apenas de uma unidade, mas de todo o Instituto e dos alunos. Estes, independente do campus, querem ter a mesma qualidade de ensino e nós temos que trabalhar para isso, porque nossa missão institucional está relacionada à formação deste aluno, o qual precisa ter a vontade e o conforto de fazer parte de uma grande instituição. Acredito que assim conseguiremos vencer os obstáculos, entendendo que talvez agora a prioridade seja de um determinado campus ou de uma determinada ação, mas daqui a pouco será de outro, e num horizonte maior conseguiremos equacionar essas grandes diferenças que temos hoje”, defende.

Oriunda do Campus Juiz de Fora, a Pró-Reitora de Ensino do Instituto, Glaucia Franco, conta que a responsabilidade é muito maior nesse novo cargo, pelo fato de abarcar vários campi, cada um com suas especificidades e localizados em diferentes regiões, o que exige uma visão mais ampla. “Essa visão institucional precisa ser diferenciada, porque nós queremos um padrão, uma instituição de qualidade, e os nossos valores e a nossa missão são comuns para qualquer campus. Algumas especificidades precisam de um carinho maior, para podermos, de fato, fomentar o ensino de qualidade, que é o que a gente busca no Instituto”, declara.

Outra Pró-Reitoria assumida por um servidor vindo do Campus JF é a de Desenvolvimento Institucional, pelo professor Aluisio de Oliveira, que também foi diretor geral do Campus Manhuaçu. Ele explica que uma das maiores diferenças entre algumas unidades do Instituto é o foco em área industrial, como em Juiz de Fora e Muriaé, e o foco em área agrícola, como em Manhuaçu, Barbacena e Rio Pomba. “Considerando que a nossa instituição hoje é formada por diferentes campi, acredito que essas experiências em Juiz de Fora e em Manhuaçu vão me auxiliar muito agora na Pró-Reitoria, pois é preciso ter um olhar macro de todas as unidades. Nossa proposta de trabalho é integrar ainda mais o Instituto, tornando-o mais forte. A gestão anterior trabalhou muito nesta questão, e o plano do professor Charles possui exatamente esse lema – Vários caminhos, um só IF Sudeste MG. Pretendemos trabalhar muito em cima da questão técnica, porque o momento exige isso. Nós temos um cenário político-econômico muito conturbado, então precisamos ter uma visão estratégica muito bem desenvolvida, além de um planejamento bem organizado, para podermos superar todas essas dificuldades”, explica.

O reitor do IF Sul de Minas, Marcelo Bregagnoli, que esteve prestigiando a cerimônia de posse, conta que os dois Institutos mineiros (Sul e Sudeste) possuem projetos de atuação conjunta, como o ensino a distância. “São instituições irmãs, e para o engrandecimento de Minas, precisamos atuar conjuntamente. Tivemos uma prova disso no Fórum Mineiro, onde vimos que se nós, os Institutos Federais mineiros, estivermos unidos, conseguiremos passar pelas crises e adversidades com mais facilidade. Já estamos começando a fazer compras compartilhadas, além de atuação em projetos e editais compartilhados. Essa troca de experiências exitosas vem fortalecendo nossa atividade dentro de Minas. Uma vez fortes dentro do estado, a representatividade no cenário nacional se torna mais forte também, porque nós ocupamos seis cadeiras no Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif)”, destaca. 



Balanço da gestão anterior

O antigo reitor, professor Paulo Rogério Araújo Guimarães, que também estava presente, transferindo simbolicamente o cargo para Charles Okama, conta que sua gestão teve como maior desafio unificar o Instituto, visto que cada unidade possui suas histórias, características e culturas muito próprias. “Nos primeiros anos, havia uma resistência, até mesmo uma desconfiança entre as partes. Como primeiro reitor eleito, eu tinha essa missão de aproximação, integração, compreensão e de gestão solidária, onde as pessoas entendessem as dificuldades e características umas das outras, e ao mesmo tempo conseguissem construir uma identidade única, respeitando as particularidades de cada unidade. Todas as nossas ações, sempre com foco na excelência acadêmica, tinham o intuito de unir e aproximar. Acredito que conseguimos cumprir relativamente bem esse papel. O próprio processo eleitoral, da forma tranquila que ocorreu, reflete um pouco isso, o que me deixou muito feliz”, conta. 

O professor agora está de volta às salas de aula no Campus JF, após dez anos sem lecionar, e considera a experiência um novo e agradável desafio. “Agora eu sou um professor trainee. Voltar para a sala de aula é um grande desafio para mim, mas é um desafio muito prazeroso porque é uma coisa que eu sempre fiz, e fiz com muito prazer. É legal porque é uma nova geração de alunos, mais conectados, mais antenados, que se comunicam o tempo todo e de uma forma muito rápida. É uma geração online. O comportamento deles é diferente, e a gente tem que se moldar a essa nova realidade, e ao mesmo tempo passar por um processo de reciclagem tecnológica. Até as ferramentas de apresentação de aula são mais modernas e a gente tem que se adequar. E estou voltando para casa. Toda a minha trajetória profissional foi traçada nessa instituição, onde entrei com 14 anos em um curso técnico”, comenta.

Diretor geral reeleito

O diretor geral reeleito do Campus Juiz de Fora, Sebastião Sérgio de Oliveira, aponta que um dos principais desafios da unidade, além dos cortes orçamentários, é a questão da acessibilidade. “Nosso Campus, que já tem mais de 20 anos das obras principais, não possui acessibilidade adequada. No momento estamos com dois estudantes deficientes visuais e não temos piso tátil em nenhum espaço. Então precisamos nos preparar para esse novo desafio porque, no próximo processo seletivo, tanto para os cursos técnicos quanto para os cursos superiores, já haverá cotas para portadores de necessidades especiais. A primeira coisa é resolver a questão do projeto. Com ele pronto, vamos correr atrás de recursos para licitar as obras que são necessárias. São demandas que urgem! Nesses primeiros quatro anos nós conseguimos avançar em muitas coisas, mas no que diz respeito à acessibilidade, precisamos ter um carinho especial para resolver. Creio que dentro de um mês fique pronto o projeto de acessibilidade de todo o Campus, e virá uma demanda de recursos muito grande. Então, vamos ter que, junto à Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional, buscar recursos específicos para essa demanda em Brasília, nos órgãos de fomento do governo. Porque com o orçamento deste ano não temos condições de atender. Os cortes foram fortes e atingiram até mesmo a assistência estudantil”, esclarece.

Segundo Sebastião, entre as várias metas para essa gestão estão o aumento do número de servidores e a garantia de professores para o curso de Engenharia Metalúrgica. Ele conta também com a participação de toda a comunidade acadêmica para superar as dificuldades. “Proporcionalmente, nosso Campus ainda é o que possui o menor número de servidores técnico-administrativos. Ainda precisamos garantir professores para o curso de Engenharia Metalúrgica. A gente sabia que não seria fácil, mas há uma perspectiva de que o governo nos atenda com essa demanda. Eu iniciei meu programa para esse segundo mandato dizendo que democracia forte se faz com participação ativa, e acredito que um dos grandes desafios que vamos ter é conclamar nossa comunidade a participar ativamente – falo tanto de servidores técnico-administrativos e docentes, como dos alunos. Eles são nossos protagonistas, sempre foram muito ativos, e estamos contando com a participação deles também, em seus segmentos, como o Grêmio Estudantil e os Centros Acadêmicos, porque é um momento de unirmos forças. E se a gente conseguir celebrar essa participação ativa vai ser mais tranquilo encararmos os problemas e compartilharmos suas soluções”, conclui.

Redação: Ismael Crispim
Revisão: Paula Faria




Postado por: PAULA em 2017-06-20 22:39:47











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