» Qualidade dos trabalhos de pesquisa desperta atenção no I Semic



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Por Pedro Farnese

A divulgação dos projetos de pesquisa desenvolvidos pelos estudantes e a socialização dos conhecimentos produzidos foram destaque no I Seminário de Iniciação Científica Júnior (Semic), realizado nesta quarta-feira, dia 17, na praça cívica da UFJF. Foram expostos 125 pôsteres, colocando em evidência o incentivo e a adesão dos estudantes para a área de pesquisa e inovação. Desse total, 69 foram do IF Sudeste MG. O evento foi realizado pelo Câmpus Juiz de Fora em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora. 

Dados divulgados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) mostram que os estudantes que participam de iniciação científica tendem a ingressar mais jovens em mestrados e doutorados, assim como terminá-los mais rápido. Diante dessa constatação, o professor Walmir Thomazi Cardoso, que proferiu a palestra de abertura do evento, disse que a iniciação científica é um instrumento que permite introduzir os estudantes potencialmente mais promissores no ambiente de pesquisa e produção científica, despertando vocações e incentivando os que se destacam em seu desempenho acadêmico.

Professor do Departamento de Física da PUC-SP e Presidente da Sociedade Brasileira para o Ensino de Astronomia (SBEA), Walmir acredita que o incentivo à pesquisa logo nos primeiros anos escolares é uma forma de colocar o aluno desde cedo em contato direto com a atividade científica e engajá-lo na pesquisa. “A iniciação científica caracteriza-se como instrumento de apoio teórico e metodológico à realização de um projeto de pesquisa e constitui um canal adequado de auxílio para a formação de uma nova mentalidade no aluno, como instrumento de formação de recursos humanos qualificados”. 

O diretor de Pesquisa, Inovação e Pós-graduação do IF Sudeste MG, Lecino Caldeira, ressalta a contribuição da Iniciação Científica para a formação do estudante, além de ajudar na escolha de uma carreira. “Os benefícios incluem a participação em eventos, o aprendizado do método científico, a importância do conhecimento de um idioma, a redação de artigos científicos. Tudo isso possibilita uma formação diferenciada, capacitando-o para seguir os estudos tornando-se um profissional melhor e até se tornar um pesquisador.”


Quantidade e qualidade me destaque

Para quem visitou os estandes da Mostra, o número de trabalhos apresentados e a qualidade dos temas desenvolvidos foram os diferenciais da primeira edição do evento. A professora Silvia Augusta do Nascimento, do Câmpus Juiz de Fora, foi uma das avaliadoras da área de Ciências Humanas. Ela se diz impressionada com o conteúdo das pesquisas e a maturidade dos estudantes ao apresentar os resultados. “Isso é uma mostra de que estes alunos são capazes de desenvolver trabalhos de qualidade e que não deixam a desejar em nada se comparados às outras exposições de graduação e pós-graduação. Basta apenas incentivá-los e dar a oportunidade que o resultado é semelhante ao que verificamos aqui”.

O professor João Paulo Lima de Miranda, também do Câmpus Juiz de Fora, considera essa realidade um passo fundamental para a consolidação da pesquisa nas instituições de ensino. Segundo ele, a participação em projetos de iniciação científica no ensino médio faz com que os estudantes passem por etapas necessárias que vão se transformar em diferencias em suas vidas acadêmicas. “A dedicação em pesquisa ainda no ensino médio melhora o desempenho e enriquece ainda mais a formação. Para os estudantes, traduz-se num diferencial em seleção de pós-graduação e no mercado de trabalho”. 



Postado por: OTAVIO em 2012-10-19 14:48:05











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